Safari Minimalista

Dizem que uma das palavras mais buscadas no Google é "Google". Acho estranho e até meio difícil de acreditar, mas cansei de ver pessoas usando a caixa de busca em lugar de simplesmente digitar o endereço do site. Escrevem o nome da empresa ou serviço, mesmo que seja algo obvio como apple.com.

Venho de uma época em que organizávamos esses endereços nos Favoritos. Existiam inclusive iniciativas que salvavam tudo em nuvem para facilitar a troca de navegadores. Mas hoje sei de cor o endereço de quase todos os sites que mais visito, outros tantos são lembrados com a ajuda do auto-completar e tenho também muita coisa armazenada no Evernote via Web Clipper. Minha barra de Favoritos se resume a pouquíssimos endereços que visito com mais frequência.

O que fiz para facilitar o acesso diário foi o seguinte:

  • Apaguei praticamente todos os meus antigos endereços salvos;
  • Criei uma pasta chamada "Temp" para alguns endereços temporários;
  • Inclui no Safari o ícone que esconde e mostra a barra (vide imagem).

O que aparece na imagem anterior é tudo que tenho hoje nos meus Favoritos. Note que os dois primeiros itens são o sistemas de envio de conteúdo para o Flipboard e Instapaper. Depois, a versão web do Flipboard, Twitter, TweetDeck e a pasta Temp. Esses dias incluí também o Estadão e a Economist, mas a verdade é que ela fica escondida praticamente o tempo todo porque Safari tem um recurso que gosto muito.


Publicidade: livro Steve Jobs.


Ao clicar na barra de endereços somos apresentados a uma pequena janela que mostra tudo que está armazenado nos Favoritos e os últimos endereços acessados (vide imagem abaixo).

Em outras palavra, não preciso da barra ocupando espaço na pequena tela do meu MacBook Air. Até mesmo o envio de conteúdo para o Flipboard e Instapaper funciona clicando nos ícones que aparecem nessa janela. E para abrir uma nova aba utilizo o atalho de teclado cmd + t.

Aqueles que têm o Mac e algum dispositivo iOS verão as mesmas configurações em toda parte, desde que o iCloud esteja ativo. O vídeo abaixo mostra a mini-janela aparecendo no Safari do iPhone. E o interessante é que você pode incluir, excluir e editar itens que estão na barra.

A dica final diz respeito ao Handoff e Continuity, serviços lançados há pouco tempo pela Apple. Às vezes estou navegando no iPhone e quero ver a página na tela maior do meu computador. Em outras situações, quando de saída e preciso continuar pesquisando algo, o iPhone é a escolha natural.



A imagem abaixo mostra o ícone do Safari no Dock do Mac (esquerda) e na tela de bloqueio do iPhone (direita). Isso significa que há um navegador aberto na outra plataforma e que você pode continuar a navegar na mesma página em que estava. Basta clicar no ícone (Mac) ou empurrá-lo para cima (iOS) para continuar a navegação no outro dispositivo.

É isso! Já que a navegação online evoluiu, cabe mudarmos nossa forma de interagir com as ferramentas para simplificar e facilitar processos. E um dia, quem sabe, entenderei porque as pessoas procuram "Google" no Google.