O Apple Maps tem muito potencial!

Como não tenho carro, o Waze não faz parte do conjunto de aplicativos instalados em meu telefone. Portanto, quando precisei dirigir recentemente (nos EUA), em uma área completamente desconhecida, diga-se de passagem, não tive escolha, abri o Apple Maps.

Já venho utilizando o serviços da Apple por aqui há alguns meses para encontrar endereços nas caminhas a pé pelas cidades por onde tenho andado e nunca tive problemas, mas ainda não havia experimentado o Apple Maps para dirigir. Respirei fundo, abri o aplicativo, lancei o endereço de destino e lá fomos nós guiados pela Siri.

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Um detalhe simples, mas, ao mesmo tempo, bem interessante é que posso procurar destinos na minha agenda via caixa de busca do Mapas. Como estava indo para casa de uma pessoa conhecida, apenas digitei o nome dela no campo de busca e escolhi o endereço residencial.

Foi confortável começar a ouvir as instruções porque a voz é familiar, mas já nos primeiros minutos, ainda dentro da cidade de origem, passei direto por algumas ruas onde deveria ter virado à direita ou esquerda e a Siri logo ajustou a rota me colocando de volta no caminho correto. Em pouco tempo estávamos na rodovia.

As rodovias aqui têm muitas saídas que dão acesso a outras que, por sua vez, nos levam ao destino final. Diferente do que acontece quando se tem várias opções de percurso dentro de uma cidade, deixar de entrar numa dessas saídas pode significar uma enorme volta para retomar a rota. A Siri acertou com precisão cada uma delas saídas me levando precisamente pelo caminho. Também fiz minha parte e prestei atenção nas instruções e mapas para não errar mais.

Continuarei de carro por mais alguns dias e depois de algum receio nas jornadas iniciais, entreguei-me por completo ao Apple Maps. Ficou comprovado na prática e não tenho mais dúvidas. A Siri certamente me levará ao destino final.

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Mas a precisão do Apple Maps parece não se restringir às rodovias e suas saídas. Em 2013, durante uma visita ao Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque, notei algo incrível. As fotos que fiz dentro do museu com o iPhone 5 aparecem no mapa do Photos próximas das alas onde foram feitas (imagem abaixo). Em alguns casos vidros enormes fazem o papel das paredes, como no espaço onde está o Templo de Dendur (lado direito), e isso certamente facilita a vida do GPS, mas em diversas ouras partes do museu há apenas telhado e paredes sem janelas ou clarabóias.

Ontem, algo semelhante aconteceu em um shopping. Depois de ser perfeitamente conduzido pela Siri, encontrei uma vaga próxima a uma das entradas (ponto A na imagem abaixo) e de lá caminhamos praticamente em linha reta em busca da praça de alimentação (pondo B).

O percurso da imagem foi traçado pelo App Breeze, sobre o qual falei no VCP 152. Descobri essa informação mais tarde quando fui checar meus passos do dia e me surpreendi com a precisão. A "voltinha" entre os pontos A e B, que parece um nó, realmente aconteceu. Encontramos duas lojas interessantes pelo caminho e ficamos ali por algum tempo.

Aliás, falando em shopping, um detalhe interessante que tenho gostado no serviço de mapas da Apple é a parceira com empresas como Yelp, que mostra informações e avaliações de restaurantes, hotéis e estabelecimentos em geral. É uma forma rápida de alimentar os mapas com conteúdo importante e de qualidade.

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Já comentei isso com amigos várias vezes. Quando comecei a usar o Google Maps em um Palm Centro, ele era bastante rudimentar. Com o tempo evoluiu para o nível de qualidade com o qual estamos acostumados hoje. O Apple Maps chegou muito depois, mas dado o potencial de dinheiro que pode ser investido e pessoas capacitadas que a Apple tem e considerando o que tenho visto em termos de precisão nos EUA, acredito que seja só questão de tempo para que cheguem ao mesmo nível de qualidade do Google Maps.