Mapas offline via City Maps 2Go

Antes de viajar para Índia em 2010 instalei e testei um sistema de mapas offline. Não posso afirmar com convicção, mas tenho quase certeza que se tratava do City Maps 2Go. Naquela época a experiência foi horrível! Eu usava um iPhone 3G e o aplicativo parecia pesado demais para o dispositivo. Depois de algumas tentativas frustradas ainda em Brasília, desisti completamente da ideia.

Anos se passaram, o iPhone evoluiu bastante em termos de hardware, mas nunca mais me aventurei com o City Maps 2Go. Até que há alguns dias meu primo voltou de Nova Iorque muito satisfeito com a experiência de uso do aplicativo. Baixou o mapa da cidade ainda no Brasil e marcou todos os pontos que desejava visitar. Assim pôde se orientar nos Estados Unidos sem gastar seu plano de dados.

Fiquei tão intrigado com a narrativa dele que baixei o aplicativo da Ulmon para alguns testes. A lógica e funcionamento são idênticos a de anos atrás, mas realmente agora ele parece funcionar muito bem no meu iPhone 5.

Os mapas do Google ou da Apple exigem um plano de dados pois vão sendo carregados a medida que nos deslocamos. Não é o caso do City Maps 2Go, que armazena todos os mapas desejados no aparelho e utiliza apenas a nossa localização geográfica proveniente do GPS para nos auxiliar na locomoção. Ele não traça rotas, mas mostra todas as ruas e a sua posição no mapa. Além disso conta com uma caixa de busca que permite localizar diversas coisas.

Portanto, depois de adquirir o aplicativo você precisará baixar os mapas das cidades desejadas. Percebi de imediato que diversas cidades estão faltando, mas ao baixar o mapa do país ou estado, as respectivas cidades virão também. Por exemplo, Brasília está dentro do mapa do Distrito Federal e o DF também está dentro do mapa de Goiás. Por isso, para ver o mapa de Brasília, você pode baixar qualquer destes três e usar o zoom. Para o Equador só encontrei mapas específicos de Quito e Galápagos. Mas ao baixar o mapa do país inteiro, todas as cidades que eu procurava estavam lá. Portanto, basta também usar o zoom.

Os mapas vem do OpenStreetMap e estão todos na casa dos megabytes. Porém, uma vez copiado para seu dispositivo móvel, tudo fica mais simples. A navegação e zoom, por exemplo são extremamente velozes. Mesmo com o mapa inteiro do Equador ou do estado de Goiás não senti nenhuma dificuldade no meu iPhone 5 ou iPad Retina.

Além dos nomes das ruas e de sua posição geográfica destacada no mapa, há uma série de informações de pontos de interesse (POI). Supermercados, lanchonetes, restaurantes, postos policiais, edifícios públicos etc. Grande parte proveniente dos dados da OpenStreetMap. Porém, por mais US$2,99 (taxa única) é possível baixar o serviço Wiki Plus de qualquer mapa e ter acesso a uma infinidade de outras informações.

O site informa que algumas cidades (Nova Iorque, Londres, Roma e Paris) contam também com mapas das linhas de metrô. Não consegui ver isso no mapa de Nova Iorque, mas em todas as cidades que testei, inclusive Brasília, há como visualizar informações de estações de metrô e outros sistemas de transporte público. Fascinante!

E é claro que é possível marcar seus própris pontos de interesse com suas próprias anotações. Ja estou aqui quebrando a cabeça para de alguma forma conseguir conectar essas anotações aos meus roteiros no Evernote, mas está complicado! Enfim, basta pressionar o dedo sobre uma região do mapa, adicionar um pin e escrever o que desejar. E caso queira, é possível também escrever conteúdo público.

Depois de testar alguns dias em Brasília, notei que realmente se trata de um aplicativo amadurecido quando comparado ao que abandonei antes da minha viagem a Índia. Portanto, se tem planos de viajar nas próximas semanas ou meses, fica a dica!