Apple Day

Desde de que a Apple inaugurou suas lojas próprias e cunhou a expressão Genius Bar para denominar o local no qual ficam os profissionais — gênios? — que nos auxiliam com instalações e problemas técnicos, o termo se tornou piada para um grupo de pessoas.

Em defesa da empresas posso dizer que em certa ocasião tive a oportunidade de bater um papo informal com um Genius e a pessoa se mostrou realmente muito capacitada. Mas isso foi no passado quando a Apple não era tão popular. Atualmente, só marcando hora mesmo! E foi isso que fizemos!

A Andreia, minha esposa, tem um MacBook Pro bastante antigo e comprado no Brasil. Se me lembro bem ele é de 2009 ou 2010 e depois que instalamos o Yosemite, a tela de senha passou a apresentar um estranho problema. A foto de fundo fica deformada como se os pixels não conseguissem completar a imagem. Depois de colocar a senha, tudo volta ao normal.

O hábito me fez ir em busca de informações online, mas enquanto procurava me lembrei do óbvio! Estamos nos EUA e aqui perto tem uma loja da Apple. Via Internet, antes do almoço de domingo, conseguimos um horário vago às 5 da tarde na agenda de um dos gênios e lá fomos nós.

Visitei algumas lojas da Apple em diversas partes do mundo e o atendimento é muito bom, mas estava sempre comprando algo. Nunca tinha usado o Genius Bar. Na hora marcada nos chamaram e uma Genius nos atendeu. Olhou no iPad dela os dados que a Andreia tinha incluído no formulário online, conectou um cabo no Mac e rodou um diagnóstico. Não sei exatamente o que ela fez, mas achei muito bacana. A tela fica mostrando o progresso de vários testes.

— O equipamento está ok. Deve ser algum problema na instalação do sistema operacional. Vocês podem deixar ele aqui para mais testes e se for o caso reinstalamos o sistema. Fizeram o backup
— Sim!

Lançou mais algumas informações no iPad, embalou o computador e o guardou. É claro que compramos algo na saída. Essas lojas são um perigo! Peguei uma Pencil na praieira para dar de presente para esposa que está de olho numa dessas há tempos e procurei ao redor por um funcionário. Eles normalmente te detectam na hora certa e chegam equipados com um sistema de pagamentos portátil muito bacana. É feito para você pegar algo e pagar onde quer que esteja na loja. Um convite ao consumo fácil.

— Quer usar o Apple Pay?
— Não, esse cartão ainda não está cadastrado 😔.

Que vacilo! Deveria ter cadastrado o cartão assim que chegamos aos Estados Unidos. Mas é tanta coisa pra fazer antes de partir que fica difícil lembrar de todos os detalhes. Dizem que é simples e resolvi executar o procedimento ali mesmo na loja. Sentei num dos bancos, fotografei o cartão e todos os dados foram para o iPhone. Uma réplica dele apareceu no PassBook junto com um número de telefone do banco para confirmação dos meus dados.

Uso um número da T-Mobile com chamadas ilimitadas para qualquer parte do país e foi só pressionar o discar e esperar a pessoa atender do outro lado. Era um departamento do banco especializado em validação do Apple Pay. A pessoa já me atendeu sabendo o que eu queria, me pediu para confirmar alguns dados e que eu informasse um número — espécie de token — que aparece no PassBook.



Incrível! O processo todo deve ter levado menos de 10 minutos. Agora só preciso encontrar um lugar para dar mais dinheiro (comissão) para Apple experimentando o Apple Pay.

Em tempo, foi a primeira vez que estive num bar e só bebi água...