Passei 10 dias com o Google Home e adorei

Mês passado, dezembro de 2016, tive a oportunidade de experimentar o Google Home por alguns dias e fiquei impressionado. Mas calma, não é exatamente o que você está pensando.

O que o assistente pode fazer eu já sabia e já vinha experimentando (em Inglês) há alguns meses via App Allo. O que realmente chamou minha atenção foi o equipamento em si.

O Equipamento

A embalagem é quase toda branca e extremamente minimalista como costumam ser os produtos da Apple, pensada, portanto, para trazer uma experiência diferenciada durante o unboxing.

O Google Home em si também é bastante simples, porém uma simplicidade elegante que certamente se integrará bem a muitas partes de nossas residências. E além de toda beleza é preciso destacar a excelente qualidade técnica do equipamento na reprodução de som e na compreensão de comandos de voz.

O áudio é muito bom e, para alguém como eu, que ouve música sem conhecimentos técnicos, é um impressionante upgrade para as pequenas caixas Bluetooth que se popularizaram há algum tempo.

Exatamente como foi demonstrado em outubro (2016) os comandos de voz “OK Google” são perfeitamente compreendidos à distância e mesmo com a música tocando.

A Experiência

A presença de todo conhecimento do Google à distância de um simples comando de voz muda radicalmente a dinâmica da casa. De contagem de minutos para cozinhar algo ao esclarecimento de dúvidas, o assistente está ali ao lado invisível mas sempre a postos.

Claro, amenidades como condições climáticas, trânsito e a música específica que você deseja ouvir naquele momento aos poucos se tornam conversas corriqueiras e diárias.

Os blogs e podcasts estadunidenses que acompanho têm dito que a inteligência artificial e potencial de conectividade do (da?) Alexa da Amazon fazem dele um equipamento melhor que o Home, mas a pergunta que fica é: onde está o assistente da Apple?

A Siri, perto da concorrência parece mais uma criança ainda sendo alfabetizada e, detalhe, só funciona nos equipamentos da Apple.

O Assistente Google está em toda parte, até mesmo no iPhone e o Alexa pode acabar se transformando no assistente padrão de um telefones Android, como quase aconteceu com um modelo da LG.

Venho repetindo que Inteligência Artificial é o futuro e se a Apple não começar a se preparar de verdade, vai perder ainda mais terreno. Sobre o Google Home, pena que foi um casamento curto, mas fiquei tentado muito tentado e provavelmente comprarei um no futuro.