Por que prefiro viajar com um Android?

Em Outubro de 2013, passei a usar um Android para me familiarizar com o sistema e atualizar o Organizando a vida com o Evernote. Entre Dezembro e Janeiro, ainda com o telefone, fiz uma longa viagem ao Equador e acabei descobrindo recursos muito vantajosos no Evernote para Android.

Sou criterioso na organização dos meus roteiros via Evernote e, conforme descrevo neste antigo vídeo, sempre construo numa Nota principal com links para tudo no meu roteiro. No iOS uso o truque de manter a Nota nos atalhos, mas no Android, há entre o incrível conjunto de Widgets um que me permite criar um atalho na tela Home para ir direto a uma Nota específica. No meu caso, é a Nota Roteiro. De dentro dela, navego via links internos, conforme expliquei no vídeo. Ou seja, é muito mais rápido acessar as informações da viagem via Evernote para Android.

Fotografia

Uma outra peça de tecnologia que me acompanha em algumas viagens é o cartão Eye-Fi. O iPhone e as lentes Olloclip são um excelente kit para fotografia, mas o zoom da minha Canon ainda é imbatível. O Eye-Fi tem aplicativos tanto para iOS quanto para Android, porém nesse ponto a Apple também complica um pouco as coisas. Para transferir as fotos, é preciso conectar o telefone via link direto usando um perfil no Wi-Fi. Se você faz parte do grupo de pessoas que achou essa última frase confusa, espere até tentar repetir a transferência várias vezes ao longo da sua viagem.

No Android, não me pergunte como, o cartão está sempre monitorando novas fotos e, quando possível, já as envia para o telefone sem a necessidade de nenhum tipo de ativação manual. Outra vantagem é não precisar de uma solução integrada com aplicativos estilo GeoTagr. O próprio App Eye-Fi, usando as coordenadas do telefone, pode ser configurado para incluir a localização nas fotos que chegam.

Duplo SIM Card

Não é o meu caso, mas alguns aparelhos Android têm capacidade para suportar dois ou mais SIM Cards. Sempre que viajo, compro um número local para economizar. É claro que não é o fim do mundo tirar um cartão e colocar outro, mas, convenhamos, é bastante conveniente não precisar fazer isso e, ao mesmo tempo, evitar correr o risco de perder aquele minúsculo pedaço de plástico contendo seu número do Brasil.

O cartão de memória extra também não está em todos os aparelhos, mas, da mesma forma, quando existe é uma garantia adicional. Meu iPhone já caiu na água durante uma viagem e, claro, perdi todas as fotografias não salvas em back-up. Sim, hoje em dia já temos muitos serviços para automaticamente subir fotos para nuvem, mas você vai precisar de um bom 3G/4G ou Wi-Fi para fazer isso. Não é exatamente raro nas viagens, mas não é o mesmo que estar na segurança do lar. Cartões de memória, por outro lado, são muito resistentes e podem ser facilmente retirados do aparelho. Portanto, manter as fotos lá é uma segurança adicional no caso de acidentes com o seu telefone. 

Conclusão

Ainda noto recursos ausentes neste ou naquele aplicativo, mas de um modo geral, não sinto falta dos principais aplicativos. E, conforme relatei nos parágrafos anteriores, em alguns casos o Android tem sido mais eficiente.

Porém, o ponto mais importante, em minha opinião, é o preço pago pela substituição de um aparelho danificado, perdido ou roubado. Resolver um problema com o iPhone nos EUA é muito diferente da mesma situação no resto do mundo. E no meu caso em especial, tenho interesse por locais particularmente complicados em termos de tecnologia e serviços. Substituir um iPhone nestes países é caro e difícil como no Brasil. Ao passo que, viajando com o Android, tenho já todos os aplicativos configurados e rodando e estou pronto para substituir o aparelho a qualquer momento.

O principal ponto negativo ainda me parece ser a câmera. Não há muitas alternativas para fotografar com boa qualidade e acabo preso a Canon a maior parte do tempo.