O Chrome OS vai mesmo morrer?

A confusão começou no dia 29 de outubro (2015), com a publicação do artigo Alphabet’s Google to Fold Chrome Operating System Into Android no Wall Street Journal. Desde então, houve uma proliferação de textos e podcasts a esse respeito. Há alguns indícios que apontam para essa fusão ou para o fim do Chrome OS, mas, ao menos oficialmente, os objetivos são outros. O artigo Chrome OS is here to stay, publicado ontem (2/11/2015) pela empresa, deixa claro que o Chrome OS não será extinto. Qual a minha opinião a respeito de tudo isso? Acredito que, em algum momento, a mudança será inevitável.

O modelo que a Microsoft vem seguindo me parece o melhor de todos. O Surface atende aqueles que querem um tablet, mas que eventualmente precisam de algum aplicativo ou recurso que só existe para computadores. No outro extremo, o Surface Book é o computador para os que eventualmente querem usar um tablet. E entre os dois, temos os novos Lumia 950 ou o 950 XL que podem ser conectados a um monitor e teclado para criar uma experiência de desktop sem que o usuário perca a mobilidade.

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Enquanto isso, a Alphabet (antiga Google) tem unificado a experiência dos telefones e tablets a cada nova geração do Android. Hoje, no Android puro, a usabilidade é quase idêntica nos dois tipos de dispositivo. Já o Chrome OS é outro animal. Em extinção? Pode ser...

O Chromebook Pixel é uma máquina cara e poderosa, mas que roda o Chrome OS com suas limitações. Já o Pixel C é um belo tablet com jeitão de notebook, porém sem os recursos de computador que a linha Surface da Microsoft conseguiu trazer para o mundo dos portáteis modernos. Penso que o modelo ideal para a Alphabet seria uma combinação dos seus dois sistemas em equipamento parecido com o Asus Flip. O Chrome OS funcionaria com o teclado aberto e Android entraria em cena na configuração tablet.

Atualmente o Chrome OS já consegue rodar um seleto grupo de aplicativos Android. O Evernote é um deles. E me pareceu estar implícito no artigo de ontem que novos aplicativos virão. A diferença básica entre o telefone e o computador é que no Chromebook eles funcionam em janelas independentes e junto com o conjunto teclado e mouse, fica levemente mais fácil tirar proveito da multitarefa e executar trabalhos um pouco mais complexos. 

Independente da declaração oficial da empresa, acredito que o caminho da Alphabet será muito mais parecido com o da Microsoft, deixando a Apple ainda mais isolada na sua decisão de manter seus dois sistemas totalmente independentes. Em minha opinião a Apple está cometendo um erro enorme. Entendo que juntar a simplicidade dos sistemas operacionais móveis com o poder e a multitarefa completa dos computadores não é algo fácil, mas é o caminho a ser seguido para conquistar o mercado como um todo.

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E o que eu gostaria de ver na possível fusão Android e Chrome OS? Não muito... Basicamente um navegador Chrome de verdade e suas extensões funcionando bem no Android versão tablet ou híbrido estilo Lumia 950 ou o 950 XL e ao mesmo tempo um bom suporte para mouse e teclado em aplicativos rodando em janelas como acontece no Chrome OS. Será que é pedir demais? Acho que não!

E você, o que gostaria de ver numa eventual fusão?