Vai a Washington? O National Air & Space Museum é visita obrigatória para quem gosta de espaço

Se você gosta de temas relacionados à aviação e ao programa espacial estadunidense e está planejando uma viagem para a capital dos Estados Unidos, fica a dica: programe-se para investir dois dias no National Air & Space Museum. O acervo está distribuído em dois galpões enormes com todo tipo de aviões e naves espaciais.

Como o tema me interessa muito, adorei o que vi. No galpão localizado dentro da cidade, próximo aos demais museus, verá uma Cápsula Lunar verdadeira com o escudo térmico desgastado; o sistema Apollo-Soyuz (uma das primeiras experiências que levaram a criação da ISS); uma réplica do Módulo Lunar; cápsulas do Programa Gemini e uma série de outros itens.

No espaço que fica fora da cidade e próximo ao aeroporto internacional (ouça o áudio para saber como chegar), conhecido como Udvar-Hazy Center, há um ônibus especial, o Discovery, um Concord e inúmeros outros aviões. Só a ala onde está o Discovery já valeria a visita. Além da nave, há inúmeras cápsulas, protótipos, réplicas de sondas que estão em Marte e diversas outras maravilhas tecnológicas.

É claro que se não houver espaço no seu cronograma, o acervo de Washington já lhe impressionará bastante, mas recomendo que se esforce para visitar também o Udvar-Hazy Center. Além de tudo que está dentro do galpão, há exposições temporárias no lado de fora.

Os dois museus, como muitos outros em Washington, são gratuitos, mas há diversas atividades adicionais, como planetários, que são pagas. Há, é claro, lojas com todo tipo de souvenirs. Portanto, se você for to tipo consumidor, leve a carteira cheia.

Uma última dica. Leve uma mochila com água, sanduíches e outros itens que deseja consumir pois o único restaurante que encontrará nos dois é o McDonald's e as filas são enormes.

Viajar é uma escolha!

Há os que são abastados e dentre tudo que podem consumir sem muita preocupação, estão as viagens. Não é o meu caso. Muito longe disso! Mas mesmo assim viajo bastante. Como é possível? Duas palavras: escolha e planejamento. Penso em escrever sobre o tema há bastante tempo e hoje os dois tweets abaixo me inspiraram.

Minhas economias são muito parecidas com as que o Gabriel descreve no tweet dele, mas no meu caso, nem mesmo carro tenho. O meu se transformou em algumas maravilhosas viagens. É claro que não o vendi para isso. A verdade é que há muitos anos sonhava em me desfazer dele e quando consegui realizar essa façanha — sim, no Brasil isso é uma façanha —,  não houve nenhum remorso ou dúvida. Quando julguei que seria oportuno, usei parte do dinheiro para viajar. Faça as contas! Mesmo no caso de um carro popular, poderia fazer diversas viagens com o que gasta com prestações, gasolina, manutenção, impostos e seguro.

Minhas únicas "roupas de marca" são as que compro no exterior e especificamente para viagens (ex.: calças especiais da North Face). E, diferente do que acontece com as caras e ditas de qualidade no Brasil, elas duram muito, muito tempo. Anos! A propósito, também carrego a mesma mochila pelo mundo desde 2007!

Portanto, se você não tem dinheiro sobrando, a primeira dica é: escolha! Trata-se de uma matemática bem simples. Decida se quer um carro do ano, restaurantes, roupas da moda ou uma viagem. Normalmente quem escolhe o mundo, logo percebe onde está o verdadeiro valor das coisas, na experiência. Aliás, não é raro nas minha jornadas ver pessoas que abriram mão dessas "frescuras" e às vezes viajam de executiva ou primeira classe por conta de uma boa oferta. O que nos leva à próxima dica.

Em muitas ocasiões não escolho meu destino, escolho o preço. Quero conhecer tudo que puder enquanto ainda conseguir andar para dentro de um avião. Portanto, não faz diferença se vou primeiro para Foz do Iguaçu ou Paris. O que importa é a oportunidade: preço da passagem, valor do dólar e assim por diante. Uma vez viajei para Salvador porque dei sorte. Acordei cedo num sábado e fui surpreendido por um e-mail promocional da TAM. Consegui comprar uma passagem baratíssima e embarquei no final de semana seguinte.


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Não me preocupo com luxo. Meu objetivo é sempre um local confortável com cama, cozinha ou copa, chuveiro e um supermercado por perto. Antes do Airbnb, ficava em hotéis fora dos roteiros da moda, casas de amigos e até mesmo em quartos alugados. Em Fernando de Noronha, por exemplo, ficamos na casa de um pescador. Foi incrível! Que me conste, está cada vez mais caro viajar para ilha e já conheço esse pedaço do paraíso porque optei por isso. Foi uma das viagens mais baratas e maravilhosas que fiz na vida. Usei milhas e paguei muito pouco pela hospedagem.

O Airbnb é fantástico! É hoje minha fonte número um de pesquisa, mas o Hoteis.com às vezes traz promoções inesperadas e ainda conta com um programa de fidelidade. Há cada 10 diárias, você ganha uma. Já ganhei algumas vezes e não pense que paguei caro por isso. Só reservei hotéis que estavam em promoção ou muito mais baratos que o Airbnb.

E por falar em promoção, compro tudo, absolutamente tudo usando cartão de crédito. As milhas acumuladas por lá já me renderam aventuras fantásticas como, por exemplo, Rapa Nui e Fernando de Noronha. Mas tome cuidado! Controle-se nos gastos. O objetivo é o benefício que te ajudará a viajar e não os juros da dívida que te atolarão em problemas.

E dívida é algo que você não vai querer ao voltar de uma viagem. Normalmente me planejo com antecedência. Comprar as passagens muito antes lhe trará dois benefícios: o preço será melhor e você viajará sem dívidas. É muito comum eu embarcar depois de já ter pago a última prestação da passagem.

Já meus gastos durante as viagens são muito parecidos com os que tenho em casa. Sempre que possível e seguro, utilizo transporte público e jantares de luxo são trocados por refeições mais baratas de boa qualidade. Prefiro investir em passeios e experiências.

Além disso, há algum tempo, parei de comprar comida em aeroportos. Aquilo é um roubo! Tenho levado meu próprio lanche, inclusive para vôos que não fornecem comida de bordo. Não há vergonha nenhuma nisso. É algo praticado em diversas partes do mundo e, por algum motivo, no Brasil, para algumas pessoas, parece ser o fim do mundo. A mesma dica vale para suas caminhadas na cidade. Saia sempre com algum lanche e água na mochila.

Para as viagens internacionais, optei por poupanças em Dólar e Euro. Sempre que sobram alguns trocados, credito nos meus cartões de débito internacional. Qualquer valor! Dez dólares, se for o caso. Meu objetivo não é especular, portanto não fico de olho no preço da moeda. Compro o que posso e vou acumulando. Quando chega a data da viagem, normalmente tenho o suficiente para o período.

Enfim, há muito mais dicas e poderia até escrever um livro. Quem sabe um dia! Por ora, espero ter te ajudado um pouco na arte de escolher viajar e a se planejar para isso.

É realmente necessário inverter a AeroPress para fazer um bom café?

Antes de comprar a AeroPress realizei diversas pesquisas e assisti inúmeros vídeos. O apreço pela cafeteira é quase uma unanimidade, mas isso não impede as pessoas de quererem aperfeiçoar o equipamento. Alguns sugerem encaixar o êmbolo, inverter a cafeteira, colocar o pó, a água e finalmente tampar. Na imagem abaixo estou experimentando este método.

A lógica é bem simples. Realizando o café da forma como está descrito no manual, a água coada começa a pingar assim que é derramada dentro do tubo. Ou seja, não há como esperar tempo suficiente para que o aroma do café seja absorvido antes de pressionar o êmbolo.

Não sou especialista e confesso que não sei se isso faz algum sentido. O que sei é que o café realmente parece ficar melhor ao utilizar esse método. Pode ser apenas o efeito placebo, mas o que vale é nossa percepção, certo?

O lado chato é que a cafeteira não foi projetada para ser utilizada dessa forma e é preciso um mínimo de habilidade para inverter ela novamente, colocando a parte de baixo (que na foto está no topo) em cima da boca da xícara.



De tanto pensar sobre o tema, lembrei das aulas de física do segundo grau e tive a ideia de jogar a água da forma como foi projetado para ser feito e imediatamente encaixar o êmbolo. Apenas encaixar sem pressionar! A pressão do encaixe, como pode ser visto no vídeo abaixo, mantém a água presa no tubo até que eu resolva pressiona-lo.

A técnica funciona perfeitamente e tenho feito o café sempre assim agora. Coloco a água, encaixo o êmbolo, espero quase um minuto e depois pressiono. Bom, a física funciona... cabe a cada um decidir se é realmente necessário esperar ou não.

Comprei uma AeroPress®

Antes de me mudar para os Estados Unidos, assinei o serviço Amazon Prime e dentre os diversos benefícios, a garantia de recebimento das minhas encomendas em no máximo dois dias. Dito e feito! Sentado perto da janela, esperando a cafeteira chegar, vi a cena com clareza.

O entregador chegou e ali mesmo da calçada conferiu o número da casa e lançou a AeroPress escada acima. A cafeteira é toda de plástico e a caixa vem protegida por diversos sacos cheios de ar, mas não sei se algo de vidro ou mais frágil resistira à cesta de três pontos.

Posterguei essa compra o máximo que pude, mas a curiosidade acabou falando mais alto. A AeroPress propriamente dita é basicamente uma seringa gigante com uma tampa removível para colocar e retirar o filtro de café, mas o kit completo é uma parafernália sem fim. Os demais itens são um medidor de pó, um funil e um pedaço de plástico para mexer o cafe. Depois de experimentar tudo isso no primeiro dia (vídeo no final do artigo), abandonei os três.

Um pequeno manual explica como usar e limpar o equipamento e sugere receitas para três tipos de café. Gosto de café americano e não me dou muito bem com leite. Portanto, até o momento, experimentei apenas variações na quantidade de pó e água.

A AeroPress parece ser uma unanimidade entre os admiradores de café. Ao menos é o que tenho percebido nos diversos sites que falam sobre a cafeteira. Adianto que gostei muito, mas não tenho certeza de que ela seja para todos.

Sempre gostei de café mais fraco e há alguns anos a prensa francesa se tornou uma companheira inseparável. O problema da prensa é que um pouco do pó sempre passa pelo filtro de metal e depois de dias consecutivos aquilo começa a irritar a minha garganta.



O bacana é que a AeroPress parece aperfeiçoar e combinar os dois tipos de preparo de café que mais gosto: americano e francês. Um filtro de papel similar ao que usamos em cafeteiras tradicionais impede a passagem do pó e o sistema de seringa imita o método da prensa francesa.

Já existe um enorme ecosistema de acessórios para a cafeteira, variando de discos de metal para sustituir os filtros de papel até tampas para o êmbolo superior, permitindo transportar grãos ou pó de café. Enquanto economista, acho isso muito incrível. É um mercado inteiro que passou a existir porque alguém inventou um produto de sucesso. Mas a verdade precisa ser dita: estou mais encantado mesmo é com o novo método de fazer e tomar café.

Outra característica importante da cafeteira é a simplicidade do processo de limpeza. No final do vídeo abaixo, para ilustrar, jogo o café na pia, mas o que ocorre na prática é que aquilo vai direto para a lixeira. Depois é só enxaguar os tubos e tudo está pronto para o próximo café.

O que mais gosto no mundo?

Segundo o Gogobot já estive em 79 cidades espalhadas entre 14 países. Não tenho certeza se cataloguei lá todos o lugares que visitei, mas é claro que não inclui retornos ou países como a Bélgica, no qual de fato estive, porém por apenas uma hora em parada de estrada a caminho de Amsterdã. Também não conheço muitas pessoas que visitaram lugares como Caral, Rapa Nui ou Khajuraho, porém meus números são apenas uma pequena fração do mundo e suas culturas.



No limite, viajar é expor nossa vida controlada e perfeita a diferentes formas de enxergar e fazer as coisas. Sair da zona de conforto é fantástico, mas algumas vezes torna-se bastante complicado. Por exemplo, já dormi incomunicável no chão de uma estação de trem na Índia em condições de higiene nada agradáveis. Não viajo para buscar extremos assim, mas me encanta ter superado todas as situações adversas. 

E há algo incrívelmente comum em cada momento desses. Algo que por ser tão abundante e óbvio, nos escapa com frequência. Dentre todos os templos, rios, florestas, 3 das 7 maravilhas do mundo etc., nada jamais me emocionou mais que as fantásticas pessoas que habitam este planeta.



É verdade, há muita gente má e perversa. Parece ser algo que faz parte da natureza humana. Mas há, em paralelo, muita bondade e boa vontade. Para cada uma das minhas viagens, tenho uma lembrança de ao menos um encontro agradável. Seja para me auxiliar numa situação complicada, seja para um papo intrigante sobre algo que jamais imaginei existir neste mundo.

O mundo é fascinante demais, mas pessoas comuns, como você e eu, são o que há de mais incrível em todos os recantos deste planeta.

Petróleo para quem?

Há anos venho lendo artigos na Economist e The Guardian a respeito do crescimento do número de carros elétricos na Europa. Mas a mudança na matriz energética não é privilégio do velho continente.

Nos Estados Unidos a mais famosa das empresas é a Tesla, que vem investindo muito tempo e dinheiro em pesquisas e na mudança de paradigmas. Está, por exemplo, instalando diversos postos de recarga por todo o país. Ainda nos Estados Unidos, destaque especial para o data center da Apple e sua fazenda de energia solar.

Até mesmo no Brasil há algumas iniciativas privadas bastante incipientes. É, em minha opinião, o destino inevitável de tudo que se move neste planeta. Já sabíamos disso via filmes de ficção científica que apontam para essa direção desde sempre.

Porém o mais incrível dos projetos parece ser mesmo aquele que está muito longe do solo. O Solar Impulse é a prova definitiva de que não estamos mais presos ao combustível fóssil nem mesmo voando. A última fronteira é conseguir desprender o homem da gravidade terrestre sem queimar toneladas de combustível. Mas mesmo isso creio que será alcançado com ideias inovadoras de lançamento como as da Virgin Galactic. A empresa ainda trabalha com combustível tradicional, mas estão conseguindo proezas incríveis adotando o lançamento horizontal.

Mas o que me inspirou a escrever este artigo foi mesmo a enorme quantidade de carros elétricos que vi na Europa durante minha última visita a Paris e Amsterdã. Estão por toda parte! São realidade e dificilmente empresas baseadas na extração e venda de petróleo sobreviverão ao futuro se não mudarem suas operações e fontes de receita.

O que vemos no mundo de hoje são dois movimentos...

De um lado os governos de países preocupados com o meio ambiente apoiando o crescimento de iniciativas ligadas a energia limpa como VLTs, transporte baseado em compartilhamento de carros e uso de bicicletas, dentre outros.


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Do outro lado, países como o Brasil, que estão constantemente incentivando a venda de mais e mais veículos e privilegiando carros em detrimento de pedestres em cidades como Brasília, por exemplo. O mesmo vale para os inúmeros BRTs que o país ganhou nos últimos anos. Por que não se optou por VLTs? Enfim, os governos destes países estão na contramão da história e precisam repensar urgentemente suas políticas.